Mais um aumento no preço da gasolina

Com este aumento, a gasolina subiu, este ano, cerca de 51%, enquanto o diesel avançou cerca de 40%

A população brasileira acordou hoje com mais um aumento no preço da gasolina, que nesta quinta-feira (12), foi reajustada em cerca de 3,5% nas refinarias, chegando ao consumidor com uma alta de 0,09 real por litro.

“Não sei mais como fazer para trabalhar, as corridas são baratas e o preço da gasolina subindo constantemente. Daqui a pouco será inviável trabalhar com o transporte de aplicativos”, reclamou o motorista de aplicativo, um dos trabalhadores que mais sofrem com o baque dos altos preços dos combustíveis.  

Com este aumento, a gasolina subiu, este ano, cerca de 51%, enquanto o diesel avançou cerca de 40%. Já o petróleo Brent acumula alta de cerca de 38%.. Já o petróleo Brent acumula alta de cerca de 38%. A Petrobras disse em nota que “o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento”.

O repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores finais nos postos não é garantido nem imediato e depende de uma série de questões, como impostos, margens de distribuição e revenda além de misturas de biocombustíveis.

O tema de alta dos preços dos combustíveis tem sido uma questão polêmica do governo de Jair Bolsonaro. Desde que Luna assumiu a presidência da empresa, em 19 de abril, a estatal havia realizado duas reduções de preços da gasolina e uma alta, enquanto no diesel houve uma alta e uma queda.

Na semana passada, o diretor-executivo de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, admitiu que a companhia contribui com o governo sobre as discussões para a formulação de um fundo de estabilização de preços de derivados e comentou ainda que a necessidade de ajustes de preços foi reduzida no segundo trimestre devido ao movimento de cotações do petróleo e do câmbio.

O reajuste anunciado nesta quarta-feira vem no mesmo dia em que o governo anunciou uma Medida Provisória sobre o mercado de combustíveis, que visa buscar uma redução de preços, permitindo que produtores ou importadores de etanol hidratado possam comercializá-lo diretamente com os postos. A MP também trata da tutela regulatória da fidelidade à bandeira nos postos de combustíveis, o que gerou protestos do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

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