Deputado pede isenção do imposto da ração de peixe após boatos da doença da Urina Preta

O deputado Marcos Caldas, que também é criador de peixes, pediu atenção do governador
Flávio Dino para a situação desses produtores rurais no interior do Estado

Após publicações de casos da doença Síndrome de Haff nas redes sociais (conhecida como doença da urina preta) no Estado do Pará, consumidores em São Luís e interior do Estado estão deixando de comprar peixes de cativeiro, o que vem preocupando piscicultores do Estado do Maranhão.

Em razão desta situação, o deputado Marcos Caldas, que também é criador de peixes, subiu à tribuna, hoje (05/06), da Assembleia Legislativa do Maranhão, para pedir atenção do governador Flávio Dino para a situação desses produtores rurais.

“Eu fiz uma indicação ao governador Flávio Dino, que ele dê uma isenção no imposto sobre a ração para peixe, no período que está acontecendo esta onda de Fake News, falando sobre a doença de Half, conhecida como Urina Preta”.

Para o Deputado, o governo precisa esclarecer a população que aqui no Maranhão não teve nenhum caso desta doença até agora, mas a venda do peixe despencou para mais de 90%”, afirma o deputado. “Eu digo isso porque eu sou piscicultor também.  Para vocês terem uma ideia, vendas de 45 mil reais caíram para 200 reais. Ou seja, não se vende mais peixe de cativeiro no Maranhão. Então eu quero pedir ao governador Flavio Dino que olhe para essa classe de trabalhadores que são os piscicultores, que inclusive, empregam muita gente no interior do Estado”, solicitou o parlamentar.

O deputado Roberto Costa (MDB), também reforçou o agravamento da situação no setor por conta dos boatos e fake news sobre o a doença da urina preta no estado. “É extremamente grave essa situação, porque estamos falando de um setor que movimenta a economia do nosso Estado. Eu falo desde aquele grande produtor como também pequenos pescadores que compram para revender ou pescam de forma artesanal seu peixe para vender na BR 136 e assim poder sustentar suas famílias. Por isso é importante se discutir um auxílio para esses vendedores de peixe”.   

As autoridades sanitárias já afirmaram que não há nenhum caso suspeito no Maranhão e que a maior parte dos casos está concentrada na região Norte do país, mas ainda assim, toda a cadeia produtiva vem sofrendo prejuízos por conta de informações falsas que estão circulando nas redes sociais.

“Os casos registrados em estados vizinhos acenderam o debate sobre quais espécies poderiam transmitir a doença. Portanto, não há nenhuma publicação científica ou relato da comunidade médica que associe a Síndrome de Haff ao consumo de peixes em criatórios. O pescado proveniente de empreendimentos que promovam boas práticas de manejo e manipulação de pescado, tanto na produção, quanto na sua comercialização, diminuem as chances deles se tornarem veículos contaminantes que causem prejuízo à saúde humana”, declarou Sérgio Delmiro, secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, na época que os boatos começaram a surgir, no início de setembro.

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